Os indígenas Guarani falantes de língua Tupi-guarani vivem na Bolívia, Paraguai, Argentina e no Brasil, nas regiões sul, sudeste e no estado do Mato Grosso do Sul. No Brasil os Guarani estão divididos em três variedades dialetais : Kaiowá,  Mbya e Ñandeva.

 

Os Kaiowá constituem uma população, estimada em 32.600 pessoas, concentrada em 36 terras indígenas no Mato Grosso do Sul. No Paraná, algumas famílias estão presentes, em menor número, em terras indígenas no norte e oeste do estado.

 

Conhecidos pela profunda religiosidade manifestada através da mitologia e de rituais, sendo que diariamente se comunicam com as divindades através dos cantos, rezas e danças, ao som do ritmo do chocalho (mbaraka).

 

 

 

 

O Museu Paranaense, em fevereiro de 1948, organizou uma expedição pelo Rio Paraná, da qual fizeram parte Vladimir Kozák e o geólogo Bigarella. Esses pesquisadores saíram de Guaíra e navegaram pelo rio Paraná em direção ao norte passando pela barra dos rios Ivaí, Ivinhema e Piquiri. As margens do rio Ivinhema, Kozák visitou um pequeno grupo familiar de indígenas que se auto-identificou como Guarani Kaiowá.

 

Kozák registrou em filme e fotografias o acampamento e essa família. Dois rapazes Guarani demonstraram o uso de arco e flechas, enquanto que o ñanderu, líder espiritual, Aparecido Marques entoou cantos sagrados, marcando ritmo com o mbaraka.